quinta-feira, 15 de junho de 2017

CHAPAS

O funcionamento das rotas dos chapas é regulada pela autarquia com aprovação das associações de transportadores. Estas rotas são bastantes idênticas às dos TPM. No entanto, têm um conjunto de origens mais diversificado, havendo rotas com origens em Benfica, Praça dos Combatentes/Xiquilene, Xipamanine. As diferentes rotas seguem o esquema de cores apresentado abaixo:
·         Rota azul (Xipamanine): todos os percursos desta rota têm como destino comum o mercado de Xipamanine. As origens são o Museu, a Baixa ou a Praça dos Combatentes.
·         Rota Cor-de-Rosa: esta rota inclui três percursos: Baixa-Jardim, Baixa-Costa do Sol e Jardim-Costa do Sol, sendo que as principais utilizadas são as Avenidas Eduardo Mondlane, Julius Nyerere e a da Marginal.


·         Rota Vermelha: todos os percursos desta rota têm como origem a Baixa e percorrem a parte oriental da cidade com passagem obrigatória na Praça dos Combatentes. Até este ponto há duas variantes. Alguns veículos utilizam as Avenidas Acordos de Lusaka e FPLM, enquanto outros percorrem a Av. Vladimir Lenine. As paragens terminais são a própria Praça dos Combatentes, ou então Laulane, Hulene, Magoanine, CMC, Albasine, usando a Av. Julius Nyerere.
·         Rota Amarela: a rota amarela é idêntica à vermelha, mas com origem no Museu, contorna o Hospital de Maputo e usa exclusivamente o Av. Vladimir Lenine.


·         Rota Verde (Benfica): a maioria dos percursos desta rota iniciam-se na Baixa ou no Museu e percorrem Av. Eduardo Mondlane e a EN 1 até Benfica. Esta é a paragem terminal para alguns veículos, enquanto que outros seguem para Zona Verde a leste; para norte pela EN 1 até Missão Roque, Zimpeto, Matendene, Drive-in ou Acimol; ou para oeste para Malhazine.

Existe ainda um percurso que liga Benfica à Praça dos Combatentes, através das Avenidas Lurdes Mutola e Julius Nyerere.

·         Rota Preta (Matola): Este rota inclui todos os percursos com destino à Matola, quer partam do Museu, da Baixa, de Benfica, etc. Os lugares de destino são vários, Matola Cidade, Matola Rio, Fomento, Patrice Lumumba, T3, Liberdade, Machava Socimol, etc. A partir da Baixa/Museu, esta rota usa preferencialmente a Avenida 24 de Julho e entra na Matola através da EN 2 ou pela via Jardim, contornando a portagem. Esta rota inclui ainda dois percursos que não se inserem nesta lógica. Um tem origem em Benfica, e com destino em Xipamanine, pela EN1 e pela Avenida de Angola. O segundo faz a ligação do Museu a Malhazine, pela rua da Beira (aeroporto).

As tarifas são de 7 meticais dentro da cidade e para os que tem como destino fora da cidade a tarifa é de varia de 9 a 12 meticais e em alguns casos até mesmo 15.
Abaixo, a imagem com as principais rotas da cidade de Maputo.

TPM

Os empresa Transportes Públicos de Maputo, TPM, é o resultado de um processo de remodelação de diversas empresas de transporte, públicas e privadas, e que teve início ainda no tempo colonial. A área de actuação dos TPM foi sempre o transporte colectivo de passageiros na área de Maputo e municípios vizinhos. As várias rotas seguem quase todas o mesmo critério, com o ponto de origem no centro da cidade, na Baixa ou no Museu, e com destino terminal nos distritos municipais 4 ou 5, no Município da Matola, ou em Boane e Marracuene.

A empresa funciona em três turnos, o primeiro das 4 às 11 horas, o segundo das 11 às 18 horas e último das 18 até a uma hora da manhã. O preço base de uma viagem de TPM corresponde a 7 meticais dentro da cidade e 10 meticais por uma viagem completa que inclua duas zonas (de Maputo até Boane ou Marracuene).


TRANSPORTE DE PASSAGEIROS NA CIDADE DE MAPUTO

O sector dos transportes tem um papel determinante nas sociedades contemporâneas influenciando a vida das populações de forma tanto directa como indirecta.
Os serviços de transporte de passageiros são vitais ao crescimento económico e ao desenvolvimento. Estes transportes constituem a opção para a maior parte da população residente ou com actividades na cidade de Maputo.
O sector privado é, actualmente, o maior provedor de serviços de transporte rodoviário público. Utentes, conselho municipal, transportadores e chapeiros são os principais intervenientes no sector de transporte público na cidade de Maputo. O minibus de 15 lugares, autocarros de 25 lugares, carrinhas de caixa aberta (My Love) e autocarros da empresa pública Transportes Públicos de Maputo (TPM) assim como outros autocarros da FEMATRO, o comboio através da CFM e os outros privados usando Taxis e os vulgos Tchopelas são os tipos de veículos que efectuam o transporte público de pessoas na cidade de Maputo.
A falta de transporte público, o aumento do número de viaturas em circulação e de acidentes rodoviários (perda de vidas humanas ou ferimentos contraídos e perda de bens) influencia negativamente a produtividade e o bem-estar dos munícipes na capital do país. Mais viaturas em circulação representam inúmeros desafios, tais como a poluição sonora e do ar, e o congestionamento nas vias públicas.
Os transportadores reclamam que as tarifas fixadas pelas autoridades municipais não asseguram uma rentabilidade aceitável, constituindo um desincentivo à formalização e investimento no sector. Por outro lado, para as classes de baixa renda, para quem os transportes públicos são a única alternativa disponível, os custos de transporte representam um importante peso nas despesas familiares e, portanto, são muito sensíveis a quaisquer variações nas tarifas.

Afectando transportadores, transportados, chapeiros, pedestres e outros automobilistas a sobrelotação e má condição dos veículos, a condução perigosa dos motoristas que são responsabilizados pela maioria dos acidentes de viação na cidade, são problemas indicados e que afectam os intervenientes e a população urbana em geral.
A pressão da procura de transportes leva as autoridades, especificamente para este sector, a autorizar a operação de veículos não-licenciados nas horas de ponta e a conceder um subsídio para compensar a subida dos preços de combustível sem aumentar a tarifa fixada.
O crescimento populacional e consequente aumento das necessidades de transportes dos habitantes da cidade e da população flutuante colocam desafios ao município. Segundo o INE, a população da cidade de Maputo está estimada em 1,2 milhões de pessoas em 2014 e projecta-se que atinja 1,6 milhões de pessoas em 2040, ou seja um incremento em cerca de um terço. 

Os serviços de transporte de passageiros nas principais cidades de Moçambique são prestados essencialmente por pequenos operadores do sector privado que utilizam viaturas conhecidas por chapas, na sua maioria mini autocarros de 15 lugares, e um menor número de veículos de 25 e ou mais lugares. Tal como em muitas metrópoles africanas, o problema da mobilidade dos cidadãos mais carenciados foi resolvido através da utilização em massa de mini-bus operados por um sector privado informal.
A origem dos “chapas” está directamente ligada ao declínio da empresa pública de transportes do Município de Maputo. No anos oitenta, a deterioração da frota automóvel dos TPM e a redução do suporte financeiro do Estado à empresa criaram um vazio de oferta. Simultaneamente assistia-se a um aumento da procura, resultado do crescimento populacional na região.

Os TPMs operam autocarros convencionais de maior dimensão, mas a parte do mercado que cabe a estes operadores é reduzida.